Empresas produzem apresentações, manuais, contratos e páginas de produto ao longo do tempo. Quando cada arquivo é traduzido isoladamente, o mesmo termo pode aparecer de maneiras diferentes. Um glossário reúne as escolhas que precisam ser usadas de forma consistente e dá contexto a quem traduz e revisa.
Comece pelos termos que realmente mudam a compreensão
Liste nomes de produtos, siglas, peças, funções, processos e expressões internas. Inclua também termos que não devem ser traduzidos. Não é necessário transcrever todo o documento: priorize palavras recorrentes, ambíguas ou decisivas para o leitor. Envolva as pessoas que conhecem o produto e as que aprovam a comunicação final.
Registre contexto, não apenas uma equivalência
Para cada entrada, informe o termo original, a forma aprovada no idioma de destino, a área em que se aplica e uma frase de exemplo. Se uma palavra tiver sentidos diferentes entre departamentos, registre cada uso. Uma lista sem contexto pode levar à escolha certa no lugar errado.
Diferencie termos obrigatórios de preferências
Marque o que é nome próprio ou exigência interna e o que é apenas uma sugestão de estilo. Anexe versões anteriores aprovadas, guias de marca e instruções sobre público e variante regional. Isso ajuda a equipe de tradução a preservar a voz da empresa sem tratar todas as palavras como regras rígidas.
Defina quem aprova as mudanças
Um glossário precisa de responsável e versão. Quando uma área sugere outra tradução, identifique quem decide e em quais documentos a alteração deve valer. Essa rotina evita corrigir o mesmo termo em arquivos diferentes e facilita a revisão de projetos futuros.
O que enviar com o material
Envie o arquivo a traduzir, o glossário disponível, as referências aprovadas, os idiomas, o público destinatário e o formato final. Se ainda não existir um glossário, uma amostra de documentos anteriores já ajuda a identificar o vocabulário recorrente. A equipe pode definir com você quais termos precisam de validação antes de avançar.